O texto a seguir é o prefácio que integra o livro “Ser prenda, ser peão” da Editora Pragmatha:

As luzes estão sendo acesas. Portas, cortinas e janelas estão sendo abertas. Um novo capítulo na história do tradicionalismo está sendo escrito. Nele, nos tornaremos mais fortes, conscientes, humanos. Passaremos a fazer mais diferença na sociedade como um todo e nos orgulharemos cada vez mais disso. Se soubermos enxergar, é um caminho sem volta. O horizonte é muito mais bonito assim: quando vamos além.

Já era tempo de documentar, fazer o processo inverso e trazer a prática para a teoria. Esperamos, realmente, que um dia possamos contar aos nossos filhos e netos, referenciando momentos históricos e livros, o tempo em que ainda existiam prendas e peões que “concorriam” buscando tão
somente um título.

Ao ter a brilhante ideia de organizar essa obra, Sandra Veroneze nos dá uma grande oportunidade: que as novas gerações possam conhecer a evolução das prendas e peões para além dos Concursos, Congressos e Convenções. Nos dá um presente: podermos nos embriagar de experiências,
essências dos mais diversos tipos, histórias e fatos reais. Nos dá um alerta documentado: quem quer, verdadeiramente, ser prenda e ser peão, deve ir além.

Amor, dedicação, evolução, vontade, humanidade, consciência, experiência. Sentimentos dos mais diversos tipos.

É muito importante que sejamos cada vez mais entendedores: somos (ou ao menos deveríamos) muito mais que um “cabide” com um pedaço de couro pirografado, vestidos e bombachas regulamentares, lenços e cabelos bonitos e alinhados. Sim, esses objetos simbólicos também são importantes, mas, sob nenhuma condição, serão mais importantes que as palavras que tocam, as atitudes que movem e o sorriso que inspira. Afinal, quem aqui já pegou em mãos objetos ou trajes utilizados por Paixão Côrtes, Cyro Dutra
Ferreira, Lilian Argentina ou Lídia Ceres? Certamente, pouquíssimas pessoas. Mas, com certeza, muitas já dançaram o pezinho, pesquisaram ensinamentos campeiros no livro Campeirismo Gaúcho, descobriram o que é a Congada e já foram prendas mirins.

“Sucesso não tem a ver com o dinheiro que você ganha, tem a ver com a diferença que você faz na vida das pessoas” (Michele Obama). Da mesma forma, nosso “sucesso” enquanto tradicionalistas não tem a ver com nossos cargos, mas com o que aprendemos e deixamos por meio deles. Estamos sendo convidados a folhear páginas que nos trazem uma grande oportunidade: aprender, evoluir e fazer a diferença na vida das pessoas. Ir além…

Vamos?

Roberta Jacinto
Vice-presidente de Cultura do Movimento Tradicionalista
Gaúcho e 1ª Prenda Estadual RS Gestão 2016/2017

Para adquirir o seu exemplar do livro “Ser prenda, ser peão” acesse: https://pragmatha.com.br/produto/ser-prenda-ser-peao/

Compartilhe

Deixe uma resposta