Homem, cavalo e a revolução de uma raça. Na vida de Vilson Charlat de Souza, tudo isso se entrevera numa história única cujo centro é o Freio de Ouro, mas muito mais do que isso. É o homem “de a cavalo” e sua ciência de doma, preparo e conhecimento. É a forma de fazer um cavalo no fio da explosão e da docilidade. A vida de Don Vilson diz respeito a isso: a essência do cavaleiro, a sensibilidade, a arte que isso envolve e a grande transformação da Raça Crioula a partir das provas funcionais. É essa história que será contada no projeto Vilson Souza – Uma biografia, um livro de autoria de Renato Dalto.

Esta obra, que conta com o apoio de cabanhas importantes e algumas empresas, tem também a ABCCC como parceira. A entidade que está à frente de todo esse movimento, responsável pelo enorme crescimento e pela expansão da raça, tornando hoje o Crioulo um cavalo não só do sul, mas do Brasil.

A história de vida de Vilson Souza permeia tudo isso. Quando o Freio rompeu fronteiras e se tornou internacional, lá estava ele montando Nobre Tupambaé. Quando precisou mostrar a raça em outros pagos, ele mesmo pilotou um caminhão carregado de cavalos até a Bahia. Quando o gaúcho saiu dos galpões e invernadas para mostrar que essa equitação telúrica podia ter elegância e técnica, foi ele que abriu picada para essa nova relação homem e cavalo.

Estamos falando de um ícone. Do ginete do século. Mas sobretudo do homem que traz consigo um profundo humanismo e compreensão do mundo. Que venera e transmite o que aprendeu da natureza, do trato com o campo e os bichos, das relações de amizade. Das carreiras, das alegrias ao tocar a gaita, da memória pródiga que a cada instante faz saltar os versos de Jayme Caetano Braun e lascar uma poesia.

A obra está em construção. A curadoria é de Pablo Souza Alves, neto de Don Vilson, com marketing/comunicação da A27 Agência, projeto gráfico da Allpacas Comunicação e comercialização de Max Heller. Trabalho em equipe de uma obra que aborda um homem e uma história comum a todos. A biografia de Vilson Souza é de todos nós, que vivemos e amamos o cavalo crioulo.

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