O texto a seguir integra o livro “Ser prenda, ser peão” da Editora Pragmatha:

Participei de concursos desde muito cedo. Logo que entrei para o CTG, resolvi concorrer na categoria mirim. Fui prenda da minha entidade nessa categoria por duas vezes. Já mais velha, resolvi concorrer novamente, então na categoria adulta, e me consagrei 1ª Prenda do CTG, e posteriormente 1ª Prenda da 3ª RT. Em seguida, tive a honra de conquistar o cargo de 1ª Prenda do Mato Grosso. Esta minha gestão como prenda do Estado foi muito gratificante, mas muito desafiadora, pois eu tinha que conciliar vestibulares com os eventos tradicionalistas, o que não foi nada fácil. Essa dupla jornada me exigiu muita dedicação e disciplina, mas foi a fase de maior amadurecimento que eu tive até hoje. Minha responsabilidade como prenda adulta do Mato Grosso me trouxe muitos afazeres, mas muita felicidade, pois a amizade e o conhecimento adquirido nesse período são inigualáveis. Em 2020, tenho a oportunidade de atuar de outra forma no âmbito cultural, atuando como diretora da área da 3ª RT. Esse trabalho me trouxe inúmeras recordações da minha gestão como prenda, pois lembro de tudo que a diretora cultural daquela época fez e quero fazer o mesmo: levar
essa cultura linda para todos os cantinhos do nosso país, a começar pelo meu Estado!

Para mim ser prenda significa doação. Doar seu conhecimento, seu tempo, sua voz em prol de uma cultura, em prol dos valores e das pessoas. É a missão de tomar a frente e fazer com que todos tenham a oportunidade de vivenciar essa experiência que é ser tradicionalista.

Entre as maiores alegrias de minha trajetória, está poder ver que a pequena semente que eu plantei como prenda na minha entidade, região e Estado, hoje deram frutos, pois muitas prendas e peões vêm até mim dizendo que pretendem continuar com os projetos que desenvolvi em minha gestão.

Ao final do meu mandato, por conta da faculdade e do trabalho, acabei deixando de lado o tradicionalismo por dois anos. Mas depois consegui, de uma forma significativa, estar mais presente nos eventos, ajudando da forma que posso, e assumindo um cargo tão importante que é a diretoria cultural. É um desafio e tanto, mas que estou enfrentando com o maior amor.

Desenvolvi vários projetos enquanto prenda, alguns de forma particular, outros com o auxílio da gestão, como gincanas culturais, palestras, mostras tradicionalistas, tertúlias, resgates históricos e campanhas.

É muito gratificante trabalhar em prol do tradicionalismo. Os valores e ensinamentos adquiridos são incomparáveis, mas tudo exige esforço e dedicação. Você será sempre lembrado pela gestão de que participou, e isso possui um peso, uma responsabilidade, pois uma prenda ou peão são pessoas de certo destaque e suas atitudes devem ser condizentes com o cargo que possuem. Trabalhe, faça, plante a semente, pois o melhor é ver a colheita que virá futuramente!

Alessandra Faccio Fronza
Sinop/MT – 3ª RT

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