“Um legado de seriedade, comprometimento de uma juventude que pensa, se posiciona e forma opiniões”

“A juventude tradicionalista no século XXI” é o tema de livro que os jovens integrantes da CBTG – Confederação Brasileira de Tradição Gaúcha estão preparando para publicação pela Pragmatha Editora. Nesta entrevista, Jaqueline Novis, que integra o time de organizadores e coautores, fala sobre o projeto.

Como surgiu a ideia da publicação?

A publicação sempre foi um “sonho” de prenda meu desde que iniciei as atividades na Invernada Jovem (Departamento Jovem) no Estado do Paraná. Sempre tive curiosidade sobre o tema e muita vontade em fazer a diferença através de um DJ. Além da atuação em esfera estadual e hoje nacional, comecei a participar de muitas atividades de debates, mesas redondas e palestras sobre o tema. Sempre tive um forte interesse nesta parte “intelectual” do movimento, buscando livros, teses, sempre que possível.

Foi quando eu senti falta de fontes bibliográficas e materiais produzidos sobre Departamento Jovem e lideranças jovens no tradicionalismo para além das opiniões que eu já tinha através das minhas experiências. Até que um dia “sonhei” com a publicação do livro que tinha justamente essa temática e foi uma oportunidade de manter as atividades e alcançar mais a juventude tradicionalista durante pandemia, devido à impossibilidade dos eventos presenciais e muitos jovens abandonando suas atividades tradicionalistas. Foi o impulso para, literalmente, concretizar o sonho e viabilizar essa realização através do Departamento Jovem da CBTG, e que o Sr. Roberto Basso, Presidente da entidade, apoiou desde o primeiro instante da apresentação deste projeto.

Que conteúdos serão abordados?

Os conteúdos foram formulados e pensados sobre os “pontos chaves” que fomentam a discussão da participação do jovem no movimento, iniciando sobre o “Grupo dos oito” e seu legado, seguido de reflexões sobre o gauchismo para além de fronteiras geográficas, a união de gerações que o movimento tradicionalista gaúcho proporciona, considerações sobre o perfil da atual juventude tradicionalista, relato de lideranças jovens que já atuaram frente ao DJ da CBTG, finalizando com reflexões contemporâneas de qual será o legado dos jovens daqui pra frente e como nós, jovens tradicionalistas do século XXI, podemos atuar para manter o tradicionalismo vivo e em movimento.

Qual a importância da obra?

Acredito que será de extrema relevância para encararmos com mais “seriedade” e darmos mais visibilidade ainda à temática da juventude tradicionalista e suas lideranças no movimento, até por não termos nenhuma obra escrita até então que contemple essa temática de forma abrangente e coesa.

Quem são autores/coautores?

Foram selecionados jovens “atuais” e de “outrora” de quase todas as federações (estados) filiados à CBTG que sempre foram inspiração em suas atuações para mim e também alguns colegas da atual Gestão de Prendas e Peões da CBTG: Victor Matheus Machado, que foi Diretor do Departamento Jovem Central do MTG RS; Francisco Fighera, tradicionalista atualmente residindo em São Paulo, incansável apoiador do tradicionalismo frente a muitos trabalhos em conjunto com a CBTG; Roberta Jacinto e Renata da Silva, que já foram prendas do Rio Grande do Sul com atuações notórias enquanto lideranças jovens tradicionalistas; Daiane Pereira e Farid Molas, do Mato Grosso do Sul; Natália Lorenzi e Victor Parmeggiani, de Santa Catarina, que estiveram à frente das atividades do Departamento Jovem da CBTG nas últimas duas gestões e “abriram horizontes” de muitas possibilidades e visibilidade do tema “juventude” na esfera tradicionalista nacional. Também Kevyn Klein, que foi 1º Peão e Diretor da Invernada Jovem no Paraná enquanto eu também estava à frente das atividades e se tornou um amigo pessoal e formador de muitas opiniões, com colocações e ideias diferenciadas sobre a nossa atual juventude no movimento, e meus colegas de gestão: Aritanna Kuyumtzief, do Mato Grosso, nossa atual 1ª Prenda Veterana, totalmente acolhedora e incentivadora da juventude em tudo que se propõe a fazer conosco; Cristina Rodrigues, 3ª Prenda Veterana, de Santa Catarina, que sempre demonstra competência e sabedoria em todas as suas contribuições; Eric Souza, 2º Peão Adulto, de São Paulo, idealizador do PodCast “Lagarteando” e um líder jovem que sempre consegue agregar as mais diferentes realidades da juventude mantendo um canal de diálogo totalmente aberto com a juventude de todas as federações; e Andressa Schein, de Santa Catarina, nossa 1ª Prenda Juvenil que trabalha muito nos “bastidores” com as mídias sociais da gestão e possui uma competência admirável e me faz acreditar ainda mais na atual juventude. Também teremos um capítulo coletivo com a contribuição de todos os meus queridos colegas de Gestão de Prendas e Peões e Departamento Jovem. Uma equipe de coautores de notoriedade e extrema confiança.

Como foi o processo de pesquisa e escrita?

Ainda estamos no processo de escrita e sigo em contato com todos os coautores. Tem sido uma troca muito proveitosa de opiniões e formulações para a obra final.

Que legado pretende deixar?

Pretendemos deixar um legado de valorização e importância da juventude para além dos discursos e ampliar essas discussões e, quem sabe, tenhamos também mais publicações escritas que abram caminhos para outros jovens que possuam vontade e iniciativa em colaborarem de forma intelectual e influente no tradicionalismo. Um legado de seriedade, comprometimento de uma juventude que pensa, se posiciona, forma opiniões.